INTOXICAÇÃO EXÓGENA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL: UMA ABORDAGEM DESCRITIVA DOS CASOS DE 2009 A 2011

Rainne de Oliveira Almeida, Carlos Eduardo Quirino Paiva, Francisco Caik Freire e Silva, Antonia Ecidalva de Melo Araújo, Isabel Cristina Oliveira de Morais

Resumo


Intoxicação é a manifestação, através de sinais e sintomas, dos efeitos nocivos produzidos em um organismo vivo como resultado da sua interação com alguma substância química (exógena) que necessitam de atendimento de urgência e/ou emergência devido ao risco à saúde. Crianças menores de cinco anos de idade formam um grupo particularmente vulnerável às intoxicações acidentais, principalmente devido à curiosidade inerente à idade. Diante do exposto, o estudo teve como objetivo verificar o quantitativo de casos e óbitos de intoxicações exógenas no Brasil nos anos de 2009 a 2011 em crianças e adolescentes. Realizou-se um levantamento bibliográfico do tipo exploratório-descritivo, em revistas e em sites de busca como Scielo, Google Acadêmico, Periódicos Capes e dados registrados no site SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas) no período de 2009 a 2011, entretanto alguns artigos publicados em anos anteriores ou posteriores foram incluídos devido a sua relevância. A amostra final foi composta por 17 publicações. No ano de 2009 ocorreram 34.553 casos de intoxicações e 41 óbitos, em 2010, 34.952 intoxicações e 59 óbitos e em 2011, 37.277 intoxicações e 29 óbitos, totalizando em média cerca de 106.800 casos de intoxicações em crianças de 0 a 14 anos e cerca de 130 óbitos em todo o país. Dentre os 13 agentes tóxicos considerados pelo SINITOX, os medicamentos ocupam a primeira posição nas intoxicações em crianças e adolescentes. Diante dos dados do estudo, observa-se que a necessidade de uma maior preocupação em relação às intoxicações exógenas em crianças e adolescentes.

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