INTOXICAÇÃO POR ANESTÉSICOS LOCAIS: UTILIZAÇÃO DE EMULSÃO LIPÍDICA INTRAVENOSA COMO ANTÍDOTO

Francisco Josimar Girão Júnior, Edilson Martins Rodrigues Neto

Resumo


A técnica anestésica local quando realizada com um produto de qualidade resulta na abolição das funções autonômicas e sensitivomotoras. Tal como outros fármacos, os anestésicos locais(AL) não estão isentos de efeitos adversos e intoxicação. As reações mais comuns atingem o coração e o Sistema Nervoso Central. A cardiotoxicidade causada por anestésicos locais é uma situação clínica de difícil manejo, tendo em vista as terapias tradicionais, que são bastante limitadas. Desse modo, é de fundamental importância avaliar a viabilidade clínica do uso de Emulsão Lipídica (EL) por via intravenosa no tratamento de intoxicações por anestésicos locais, pois essa pode ser uma alternativa terapêutica viável como procedimento de resgate. Atualmente, acredita-se, em nível hipotético, que a EL age por três mecanismos de ação distintos: Formação de uma “Armadilha Lipídica”, transporte de ácidos graxos às mitocôndrias do tecido muscular cardíaco e efeito inotrópico positivo no miocárdio. Pode-se auferir que sua utilidade clínica em colapso cardiovascular é maior nos primeiros momentos da intoxicação por AL, antes da instalação da situação de hipoxia e/ou acidose metabólica. Nesse contexto a utilização da EL como terapia na intoxicação aguda por AL surge como uma alternativa segura e eficaz, apresentando um perfil de risco muito baixo e benefícios documentados com um bom grau de evidência. Assim, é importante para a equipe cirúrgica o conhecimento dessa terapia no manejo da cardiotoxicidade causada por intoxicação aguda por AL.

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ISSN: 2358-9124

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