ABORDAGENS FARMACOTERAPÊUTICAS PARA A ADICÇÃO AO ÁLCOOL

Dayse Aparecida de Oliveira Braga, Leandro Lima de Vasconcelos, Regilane Matos da Silva Prado

Resumo


O consumo de álcool a longo prazo provoca alterações em vários sistemas de neurotransmissores, incluindo ácido gama-aminobutírico (GABA), glutamato, N-metil-D-aspartato (NMDA), dopamina e norepinefrina. Pesquisas buscam farmacoterapias que tenham como alvo estes sistemas de neurotransmissores, a fim de diminuir as ânsias e compulsões por álcool. Este estudo objetiva abordar a farmacoterapia da adicção ao álcool. O estudo é do tipo exploratório, bibliográfico e descritivo, no qual a análise da produção científica sobre o tratamento da adicção ao álcool baseou-se na consulta às seguintes bases de dados: Medscape, Pubmed, SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, além de busca em livros impressos. Utilizou-se para pesquisa os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), em inglês e português, alcoolismo (alcoholism) e condutas terapêuticas (therapeutic approaches). O Food and Drug Administration (FDA) aprova três fármacos para o tratamento adjuvante da adicção ao álcool: acamprosato, dissulfiram e naltrexona. Fármacos não aprovados para o tratamento do alcoolismo se mostram eficazes para tratar a dependência ao álcool, dentre os quais pode-se citar o baclofeno, o topiramato, benzodiazepínicos de ação longa, a ondansetrona e até um antibiótico utilizado para tratar tuberculose, o D-cicloserina. Os mecanismos de dependência ao álcool são bastantes complexos e não completamente elucidados. Apesar de apenas três drogas serem aprovadas pelo FDA, há inúmeras evidências científicas de novos fármacos eficazes e seguros para o tratamento da adicção ao álcool, o que abre portas para novos esquemas terapêuticos para o controle do alcoolismo.


Texto completo:

PDF


ISSN: 2358-9124

© Unicatólica. Todos os direitos reservados.

Este sistema é mantido pelo Núcleo Educacional de Apoio Digital.