CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE MEDICALIZAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Jomabia Cristina Gonçalves dos Santos, Graciely Carlos Silva, Farley Janúzio Rebouças Valentim

Resumo


O presente trabalho se propõe a realizar um estudo bibliográfico sobre o processo de medicalização infantil, através da obra de autores que se dedicam ao estudo do mesmo. Através do que já foi analisado pode-se salientar que atualmente, é crescente o encaminhamento de crianças aos serviços de saúde mental com demandas sociais, e também, o consumo de psicofármacos pela população infantil. Autores postulam que o medicamento vem sendo usado como dispositivo regulador e, desse modo, aquilo que escapa ao que é considerado normal, o que não vai bem, o que não funciona, é transformado em transtorno. No esteio desse debate, o processo de patologização e medicalização infantil passa por outros âmbitos, entre os quais, o crescente número de diagnósticos e queixas escolares em torno de comportamentos considerados “anormais” e a consequente procura, por parte dos pais, por profissionais que possam “curar” tais comportamentos de forma imediatista, geralmente pelo uso de medicamentos e sem considerar o contexto social e cultural em que a criança está inserida.

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Referências


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