A EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE I E II NA CLÍNICA PSICANALÍTICA: UM SABER QUE TAMBÉM É DA ORDEM DO NÃO SABER

Marcella Érica Belchior Oliveira, Iara Fernandes Teixeira, Érika Teles Dauer

Resumo


Os estágios profissionalizantes do curso de psicologia transcorrem no período do último ano da graduação, podendo o estagiário optar entre as cinco abordagens clínicas e entre as cinco áreas extramuros que abrangem os mais variados contextos do campo de atuação do psicólogo. Cada clínica psicológica constrói o seu fazer a partir dos pressupostos teóricos e visão de homem em que se embasa, compreendendo as queixas e as intervenções a seu modo. É motivo de grande ansiedade entre os estagiários como aprender e dominar a prática, de uma forma construtiva, essa ansiedade comum no final de curso não é empecilho quando o supervisor compreende que o aluno deseja realizar um bom trabalho, mas percebe-se inseguro por ainda está se familiarizando com o campo. A psicanálise não é apenas parte de uma teoria, mas também uma prática que se constitui sempre no retroativo da experiência. Não se pode concertar na sessão seguinte uma pontuação inadequada, da mesma forma que não se pode tomar como modelo uma pontuação e usá-la indiscriminadamente com todos os pacientes, porque fez marca em um único. Dentro dessas inquietações em supervisão surgiu o interesse pela presente pesquisa, a qual visa apresentar as experiências de estágio na clínica psicanalítica. Trazemos o diálogo entre a teoria e o relato de experiência como metodologia e concluímos que apesar do tempo de duração do estágio não se estabelece uma noção de acúmulo de conhecimento e experiência, pois a psicanálise sempre surge novamente com o caso.


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Referências


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